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domingo, 20 de junho de 2010

On The Way Home




When the dream came
I held my breath with my eyes closed
I went insane
Like a smoke ring day when the wind blows
Now I won't be back till later on
If I do come back at all
But you know me, and I miss you now
In a strange game
I saw myself as you knew me
When the change came
And you had a chance to see through me
Though the other side is just the same
You can tell my dream is real
Because I love you, can you see me now
Though we rush ahead to save our time
We are only what we feel
And I love you, can you feel it now


Música: Buffalo Springfield

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Smile



Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile if you'll just...
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just...

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just Smile...

That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just Smile

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dois




Como dois estranhos,
cada um na sua estrada,
nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí?
Quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu posso te contar.
E mesmo assim, eu queria te perguntar,
se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?

E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu tenho aqui comigo
alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.



Música: Tiê

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um dia, um adeus!



Só você pra dar a minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver
A luz, estrela no deserto a me guiar
Farol do mar da incerteza

Um dia, um adeus
Eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura
Agora entendo
Que andei perdido
O que que eu faço
Pra você me perdoar?

Ah! Que bom
Seria se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho que você merece ter
Eu sei, te amar
Como ninguém mais
Ninguém mais
Como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais te amou, te amou
Ninguem mais
Como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu


Música: Isabella Taviani

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aquecimento




Creio que não preciso comentar.


Desculpem o sumiço.
Vestibular chegando e o desespero com o atraso nos estudos também.
Assim que der volto a postar e comentar nos blogs ;}

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pela décima vez




Jurei não mais amar pela décima vez
Jurei não perdoar o que ela me fez
O costume é a força que fala mais forte do que a natureza
E nos faz dar provas de fraqueza
Joguei meu cigarro no chão e pisei
Sem mais nenhum aquele mesmo apanhei e fumei
Através da fumaça neguei minha raça chorando, a repetir:
Ela é o veneno que eu escolhi pra morrer sem sentir
Senti que o meu coração quis parar
Quando voltei e escutei a vizinhança falar
Que ela só de pirraça seguiu com um praça ficando lá no xadrez
Pela décima vez ela está inocente nem sabe o que fez


Música de Noel Rosa interpretada por Roberta Sá

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mais um alegre deprê




Minha doce dor se esconde
Por trás de um sorriso,
Comprado, corrompido
Feliz fingido

Penso, dispenso explicações
Não controlo meu super-ego
Impossível entender minha tristeza
Já desisti não existe porquê
Sou apenas mais um alegre deprê

Busquei em vão
Identificar
Motivos para não
Querer te guardar


Música: Móveis Coloniais de Acaju




Ando me sentindo tão só. Precisando de colo. Precisando de um amor. Não tenho nenhum dos dois. Tão triste constatar isso. Meus amigos (?) sem tempo. Tempo para os outros existe, não existe para mim. Pra sair, conversar, beber, ferver, curtir, desestressar, desabafar...
Hoje me senti muito mal ao notar que voltei a ser uma pessoa substituta. Já viram o filme Tudo acontece em Elizabethtown? Eu não vi, mas soube por uma amiga (?) sobre isso de ser uma pessoa substituta. "I'm impossible to forget, but i'm hard to remember".
Essa é a Kakau.

domingo, 7 de junho de 2009

Vazio...





"vazio agudo
ando meio
cheio de tudo."



Poema: Paulo Leminski
Vídeo: Cristiane Fariah e Leonardo Arantes

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Os Três Mal-Amados




Esse é um vídeo da versão do Cordel do Fogo Encantado para esse texto de Cabral de Melo Neto. Lindos!


O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Lápis de Cor

Sempre gostei de lápis de cor. Gosto de desanhar apesar de não possuir nenhum talento, mas o que realmente gosto é pintar.

Passeando por blogs encontrei esse vídeo que achei lindo e me lembrou do poema que coloquei abaixo, apesar de não ter muito a ver com o vídeo. Mas gosto dos dois, me lembram do quanto é gostoso desenha e pintar e me dão vontade de pegar meu estojo de lápis e sair desenhando e pintando como fazia quando criança.

Aliás porque não faço mais isso se gosto tanto? Só porque cresci? Que besteira, não?
Acho que vou voltar a desenhar e pintar, é tão gostoso, relaxante...







Sobre Lápis de Cor

Espalho meus lápis de cor pelo chão.

Há tanto tempo
entendo que precisas de espaço...

Mas eu queria
te desenhar um desenho bem bonito

em que eu mesma me fizesse
céu, sol, passarinho, vento, moinho

(ou algo qualquer que te mostrasse
como seria leve minha vida em teu caminho).

Para que tudo fique perfeito,
não me importa usar toda minha caixa,

minhas folhas e borrachas,
porque (além de ti) não desejo nada.

A única coisa que me faz hesitar
é esse medo de o tempo

apagar meu desenho
antes que o queiras olhar
.


Vídeo de Carlos Lascano
Poema de Filipe C.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008




Acabei de ver esse vídeo no blog da Fer (http://wassupcwb.blogspot.com/) e adorei
Deu vontade de fazer igual, cantar, pular, beber, me divertir...
Espero que esse final de semana possa fazer tudo isso :}

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Laços

"Eu prefiro os laços firmes.

Aqueles mais difíceis de fazer e de desfazer.

Mas que quando feitos e depois desfeitos podem se orgulhar de si próprios e falar com convicção:

Eu fui um grande laço."






"É bobagem chorar por laços que parecem desfeitos, mas que continuam firmes.

Alguns laços são teimosos.

Às vezes gente pensa: puff! Lá se foi ele!

Mas ele vai estar sempre ali, como alguns mores."





Sim, esse vídeo é lindo. E depois de algumas coisas que aconteceram ultimamente me lembrei muito dele, desses trechos que postei aqui.
Como boa escorpiana levo tudo pro lado pessoal e acabo sofrendo sem necessidade...
Mas já passou... a fase boa não terminou não. Ainda bem xD