When the dream came I held my breath with my eyes closed I went insane Like a smoke ring day when the wind blows Now I won't be back till later on If I do come back at all But you know me, and I miss you now In a strange game I saw myself as you knew me When the change came And you had a chance to see through me Though the other side is just the same You can tell my dream is real Because I love you, can you see me now Though we rush ahead to save our time We are only what we feel And I love you, can you feel it now
Smile, though your heart is aching Smile, even though it's breaking When there are clouds in the sky You'll get by...
If you smile With your fear and sorrow Smile and maybe tomorrow You'll find that life is still worthwhile if you'll just... Light up your face with gladness Hide every trace of sadness Although a tear may be ever so near That's the time you must keep on trying Smile, what's the use of crying? You'll find that life is still worthwhile If you'll just...
If you smile With your fear and sorrow Smile and maybe tomorrow You'll find that life is still worthwhile If you'll just Smile...
That's the time you must keep on trying Smile, what's the use of crying You'll find that life is still worthwhile If you'll just Smile
Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos deparamos, numa esquina, num lugar comum. E aí? Quais são seus planos? Eu até que tenho vários. Se me acompanhar, no caminho eu posso te contar. E mesmo assim, eu queria te perguntar, se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar, se tem espaço de sobra no seu coração. Quer levar minha bagagem ou não?
E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem e você vai me ensinar as suas verdades e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio. De dia, vou me mostrar de longe. De noite, você verá de perto. O certo e o incerto, a gente vai saber. E mesmo assim, Queria te contar que eu tenho aqui comigo alguma coisa pra te dar. Tem espaço de sobra no meu coração. Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.
Só você pra dar a minha vida direção O tom, a cor Me fez voltar a ver A luz, estrela no deserto a me guiar Farol do mar da incerteza
Um dia, um adeus Eu indo embora Quanta loucura Por tão pouca aventura Agora entendo Que andei perdido O que que eu faço Pra você me perdoar?
Ah! Que bom Seria se eu pudesse te abraçar Beijar, sentir Como a primeira vez Te dar o carinho que você merece ter Eu sei, te amar Como ninguém mais Ninguém mais Como ninguém jamais te amou Ninguém jamais te amou, te amou Ninguem mais Como ninguém jamais te amou Ninguém jamais te amou Como eu, como eu
Jurei não mais amar pela décima vez Jurei não perdoar o queela me fez O costume é a força que fala mais forte do que a natureza E nos faz dar provas de fraqueza Joguei meu cigarro no chão e pisei Sem mais nenhum aquele mesmo apanhei e fumei Através da fumaça neguei minha raça chorando, a repetir: Ela é o veneno que eu escolhi pra morrer sem sentir Senti que o meu coração quis parar Quando voltei e escutei a vizinhança falar Que ela só de pirraça seguiu com um praça ficando lá no xadrez Pela décima vez ela está inocente nem sabe o que fez
Minha doce dor se esconde Por trás de um sorriso, Comprado, corrompido Feliz fingido
Penso, dispenso explicações Não controlo meu super-ego Impossível entender minha tristeza Já desisti não existe porquê Sou apenas mais um alegre deprê
Busquei em vão Identificar Motivos para não Querer te guardar
Música: Móveis Coloniais de Acaju
Ando me sentindo tão só. Precisando de colo. Precisando de um amor. Não tenho nenhum dos dois. Tão triste constatar isso. Meus amigos (?) sem tempo. Tempo para os outros existe, não existe para mim. Pra sair, conversar, beber, ferver, curtir, desestressar, desabafar... Hoje me senti muito mal ao notar que voltei a ser uma pessoa substituta. Já viram o filme Tudo acontece em Elizabethtown? Eu não vi, mas soube por uma amiga (?) sobre isso de ser uma pessoa substituta. "I'm impossible to forget, but i'm hard to remember". Essa é a Kakau.
Esse é um vídeo da versão do Cordel do Fogo Encantado para esse texto de Cabral de Melo Neto. Lindos!
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Sempre gostei de lápis de cor. Gosto de desanhar apesar de não possuir nenhum talento, mas o que realmente gosto é pintar.
Passeando por blogs encontrei esse vídeo que achei lindo e me lembrou do poema que coloquei abaixo, apesar de não ter muito a ver com o vídeo. Mas gosto dos dois, me lembram do quanto é gostoso desenha e pintar e me dão vontade de pegar meu estojo de lápis e sair desenhando e pintando como fazia quando criança.
Aliás porque não faço mais isso se gosto tanto? Só porque cresci? Que besteira, não? Acho que vou voltar a desenhar e pintar, é tão gostoso, relaxante...
Sobre Lápis de Cor
Espalho meus lápis de cor pelo chão.
Há tanto tempo entendo que precisas de espaço...
Mas eu queria te desenhar um desenho bem bonito
em que eu mesma me fizesse céu, sol, passarinho, vento, moinho
(ou algo qualquer que te mostrasse como seria leve minha vida em teu caminho).
Para que tudo fique perfeito, não me importa usar toda minha caixa,
minhas folhas e borrachas, porque (além de ti) não desejo nada.
A única coisa que me faz hesitar é esse medo de o tempo
apagar meu desenho antes que o queiras olhar.
Vídeo de Carlos Lascano Poema de Filipe C.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Acabei de ver esse vídeo no blog da Fer (http://wassupcwb.blogspot.com/) e adorei Deu vontade de fazer igual, cantar, pular, beber, me divertir... Espero que esse final de semana possa fazer tudo isso :}
Mas que quando feitos e depois desfeitos podem se orgulhar de si próprios e falar com convicção:
Eu fui um grande laço."
"É bobagem chorar por laços que parecem desfeitos, mas que continuam firmes.
Alguns laços são teimosos.
Às vezes gente pensa: puff! Lá se foi ele!
Mas ele vai estar sempre ali, como alguns mores."
Sim, esse vídeo é lindo. E depois de algumas coisas que aconteceram ultimamente me lembrei muito dele, desses trechos que postei aqui. Como boa escorpiana levo tudo pro lado pessoal e acabo sofrendo sem necessidade... Mas já passou... a fase boa não terminou não. Ainda bem xD